Cotidiano.blog.br


O Uso do Tempo

Postado em Educação por Sadao Kusaka em 1 Julho 2007

Voltando ao tema tempo, ficou faltando falar do seu uso. Sempre dizemos “falta tempo…”, “não tenho tempo..”, “perder tempo…” como se o tempo fosse o culpado por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. A noção de tempo tem a ver com o que cada um faz dele, ou seja, com a forma como ele é preenchido.

O dia é igual para todos, tem 24 horas e pode ser dividido em 3 blocos, com duração aproximada de 8 horas cada um. A duração de cada um desses blocos pode variar de uma pessoa para outra, ou, mesmo para uma mesma pessoa, de um dia para outro, mas, de modo geral, a regra é válida para todos.

O primeiro bloco é utilizado para dormir, repousar, descansar, relaxar e recuperar as energias. Embora o número de horas de sono varie de uma pessoa para outra e de acordo com a idade, na média, as pessoas devem descansar por um período correspondente a, aproximadamente, 8 horas. Evidentemente, que isso não significa que uma pessoa não possa virar uma, ou mais noites sem dormir. No entanto, se, consistentemente, ela não dormir cerca de 8 horas por dia, ficará doente, e poderá, mesmo, vir a morrer. Então, todos devem usar um bloco de, aproximadamente, 8 horas por dia, para repousar.

O segundo bloco de 8 horas, é formado por aquelas horas “perdidas”, em que você aproveita para fazer um monte de coisas, muitas delas importantes e essenciais como comer, mas muitas delas sem nenhuma importância. Essas coisas são diferentes de um dia para o outro. Aquele tempo que você perde na condução, atendendo telefonemas ou vendo TV, visitando parentes ou amigos, tomando uma cerveja com os amigos, namorando, olhando as vitrines das lojas, navegando na internet, dando uma caminhada para espairecer, etc, etc.. São horas perdidas porque você faz tantas coisas diferentes, o tempo passa e, quando percebe, já acabaram. Sem dúvida, essas coisas fazem parte da vida e precisam ser feitas.

Finalmente, o terceiro bloco de 8 horas, você passa trabalhando. Este é o bloco onde você faz aquilo que marca a sua vida e quem é. Tanto que a maioria das pessoas é conhecida pelo que faz: “Ah! O José que é médico? Sei quem é”; “Aquele que trabalha na Petrobrás?”; “Ele é vendedor, né?” e assim por diante. Esse é o bloco mais importante e o que faz a diferença, pois é o trabalho que possibilita a realização pessoal e profissional, bem como ganhar o dinheiro necessário para usufruir, da melhor maneira possível, dos outros blocos: ter uma lugar onde morar, conseguir tudo aquilo necessário para se manter saudável, desfrutar dos prazeres da vida, dar conforto para a família, etc..

A maioria das pessoas gasta, em média, 8 horas por dia trabalhando. Essas horas acontecem logo depois que a pessoa acorda, quando está descansada, com toda disposição e energia. A maioria das pessoas trabalha, desde, aproximadamente, os 18 anos, até lá pelos 60 e poucos anos. São os anos em que a pessoa está plenamente desenvolvida, tanto física, quanto intelectual e mentalmente, em que está com toda disposição e energia para fazer as coisas, com toda motivação para encarar tudo, com todas as esperanças e sonhos para se desenvolver, para crescer, para alcançar o sucesso e se realizar.

Agora, pare e pense um pouco: as pessoas passam, em média, 8 horas por dia trabalhando – as  8 melhores horas do dia, por cerca de 45 anos – os 45 melhores anos da vida. Para a vida valer a pena, é preciso VIVER plenamente esse tempo.

Se você não gosta do que faz, mude o quanto antes… ou então, se esforce ao máximo para passar a gostar. É preciso viver plenamente cada momento do tempo que se passa trabalhando; é preciso se dedicar, se esforçar sempre ao máximo, dar tudo de si, obter o reconhecimento. É preciso encontrar alegria naquilo que faz, se realizar, ser feliz no trabalho. Não vale a pena se guardar, se economizar, como muitos fazem. Se guardar, se economizar para que?; para quando?; para quem?

Esse é o único meio de chegar no fim  e não se sentir, como tantos, frustrados, infelizes, ou concluir que foi um fracasso. Pense nisso. Toda hora é hora de mudar.

O Tempo

Postado em Educação por Sadao Kusaka em 29 Maio 2007

Uma vez ou outra, todos reclamamos do tempo. Tempo, não no sentido climático, mas no sentido psicológico embutido na ocorrência de uma seqüência de eventos. Falta de tempo para fazer as coisas que gostaríamos, ou como desculpa por termos deixado de fazer algo, ou ainda, como o momento que deixou de ser apropriado para se fazer determinadas coisas.

Compare o “seu tempo” com o dos outros. Compare o que você faz nesse tempo e o que os outros fazem. Provavelmente, você encontrará muita gente que faz menos que você; mas encontrará, também, muita gente que faz muito mais que você. Todos reclamam da falta de tempo.

Tirando o “tic-tac” e o movimento dos ponteiros do relógio, o tempo é um conceito relativo. No entanto, excetuando a diferença na longevidade, o tempo é um dos aspectos da vida que é absolutamente igual para todos. No sentido de que os anos, meses, semanas, dias, horas, minutos têm a mesma duração para todos. O tempo é igual para todos, desde a pessoa mais ocupada do mundo até aquela que não faz nada. No entanto, “ter muito” ou “pouco tempo” é um conceito bastante relativo.

Em geral, as pessoas que mais reclamam que não tem tempo são aquelas que fazem menos coisas; as que menos reclamam são as que fazem mais coisas no tempo que têm. Na verdade, o tempo todo você está fazendo alguma coisa… nem que seja estar dormindo. Portanto, tempo tem a ver com a quantidade de coisas úteis e relevantes feitas ou que deixaram de ser feitas. Algumas pessoas têm mais capacidade de usar ou aproveitar o tempo para fazer mais coisas que, realmente, importam. Outras, são dispersas, não conseguem manter o foco e desperdiçam a maior parte do seu tempo fazendo coisas sem importância.

O tempo está relacionado ao passado, ao presente e ao futuro das pessoas. Muita gente vive do passado: gastam boa parte do tempo lembrando os bons tempos, as glórias e sucessos que não existem mais. Outros, vivem se lamentando dos erros, daquilo que fez ou deixou de fazer – a escola que deixou de freqüentar,  a oportunidade que não aproveitou, a menina que não conquistou porque nem tentou - e culpando o passado pela situação presente. Com isso, esquecem o presente. O problema de viver do passado é que, tirando as lembranças e o aprendizado, ele não mais te pertence. Você não pode atuar sobre o que aconteceu, ele está fora do seu alcance, você não pode mudar, fazer voltar ou perenizar o passado. O que se pode fazer com o passado é analisar, refletir e tirar conclusões que direcionem as ações do presente.

Por outro lado, muita gente vive do futuro: imaginando e sonhando como vai ser bom quando completar 18 anos, quando terminar a faculdade, quando arrumar um emprego, quando seus filhos forem adultos e independentes, quando entrar de férias, quando for rico, quando vier a aposentadoria… Com isso, também, esquecem o presente. Da mesma forma que o passado, o futuro também não te pertence. Por mais que você planeje, sonhe e faça coisas pensando no futuro, os fatores são muitos e nada pode garantir, com certeza, que as coisas vão ser como você imaginou ou planejou. O que você pode fazer, é se preparar, criar algumas condições que melhorem as chances de sobrevivência e adaptação no futuro.

Então, o que resta é o presente. Esse é o único momento que te pertence totalmente. Em cada momento do presente, uma pessoa adulta tem total autonomia para decidir o que fazer. O ideal é conseguir viver plenamente o momento presente. Evidentemente, que aquilo que foi feito no passado tem uma influência muito grande nas decisões e ações de cada momento do presente. Evidente, também, que as decisões  e ações do presente vão influenciar grandemente a capacidade de tomar decisões e agir da maneira “certa” no futuro.

Ser capaz de viver plenamente o presente, de tomar a decisão “certa” em cada momento, tem a ver com a educação recebida no passado. Esse é o grande desafio da educação. Será que fomos preparados no passado, para fazer isso? Será que estamos preparando os jovens de hoje para serem capazes de fazer isso, no futuro?

O Cliente

Postado em Educação por Sadao Kusaka em 21 Maio 2007

 Quando dizem que muitos dos conteúdos dados nas escolas não tem vinculação com a realidade, muitos alunos, pais, professores e mesmo educadores se esquecem que as escolas são concessões do estado e que uma de suas finalidades primordiais é formar cidadãos melhores.

A aproximação das escolas com as empresas trouxe muitos aspectos positivos. Uma delas foi o foco nas “qualificações” e “competências” necessárias para ingressar no mercado de trabalho.

No entanto, a ênfase excessiva na formação de competências, talvez tenha feito com que as universidades deixassem um pouco de lado a preocupação em formar pessoas melhores, bons “cidadãos”.

O que a maioria dos alunos, pais e empresários do ramo não tem é a compreensão de que as escolas devem satisfação, em primeiro lugar, à sociedade. Elas devem procurar formar pessoas melhor capacitadas para ajudar a resolver os problemas  e necessidades que a sociedade tem e que contribuam para criar um mundo melhor para todos. O CLIENTE a quem as escolas devem dar satisfação é a sociedade, não os alunos ou seus pais, mesmo que sejam eles que paguem as mensalidades ou os impostos que possibilitam a sua existência e sobrevivência.

É comum ver notícias de escolas que se submetem aos “desejos” de seus clientes (alunos e pais) ou que tem encontrado problemas, por não se submeterem. O que leva a essa situação é uma visão errada e deturpada da finalidade das escolas, por parte tanto dos pais, dos alunos e, mesmo, de muitos professores e diretores de escolas. Um dos efeitos dessa visão deturpada é a noção de que o aluno vai à escola para passar de ano e conseguir o diploma. Evidentemente, muitas escolas tiram proveito disso, visando apenas o lucro. Aprender, e mais que isso, aprender o que é relevante, representa apenas um detalhe de pouca importância.

Talvez isso explique, em parte, porque existem tantas vagas sendo oferecidas pelo mercado de trabalho, mas as empresas não encontrem pessoas com as qualificações necessárias para preenchê-las. Talvez explique, também, porque a produtividade em nosso país seja tão baixa, quando comparada com a de outros países; porque o país perde, cada vez mais, em competitividade, frente a outros países emergentes, ou porque tantas empresas estão transferindo suas linhas de produção para países em que conseguem maior produtividade por custos menores.

MEUS CAROS AMIGOS

Postado em Amigos por Sadao Kusaka em 9 Maio 2007

Já não encontro os mesmos amigos. Éramos jovens, com a vida indefinida. Em pouco tempo demos rumos aos nossos sonhos loucos de sermos tudo e sempre. Agíamos como se nossas relações descuidadas e nós mesmos fossemos eternos. Como consentimos concretizar nossos sonhos de plenitude? Por que não ficamos conversando nos bares e olhando a vida, nomeando-a e hipotetizando o que iria acontecer? O que nos tornou mortais? Que mão forte nos empurrou para dentro da concretude da vida, um dia após o outro ao invés de vida inteira? Como aconteceu de aceitarmos nossa finitude e fragilidade?

Éramos amigos inteiros, também. Totais. Para sempre. Inda hoje, quando revejo um ou outro, a mesma chama de plenitude brilha em nosso encontro e falamos da saudade do tempo das totalidades. Mas depois vamos embora, cada um para sua vida. E carregamos dentro do peito, ao virarmos nossas esquinas, a melancolia do fim de um tempo. Não somos mais amigos? Somos. Só que o tempo agora é outro: quebrado, parcial, dividido em acontecimentos.

Eu era inteiro, também. Total. Para sempre. Inda hoje, quando revejo uma ou outra  fotografia, a chama da plenitude brilha nos meus olhos retratados e sinto saudade do tempo das totalidades. Mas depois fecho o álbum e volto para a minha vida. Mas carrego dentro do peito, ao virar minhas esquinas, a melancolia do fim de um tempo. Não sou mais eu mesmo? Sou. Só que o tempo agora é outro: quebrado, parcial, dividido em acontecimentos.

Agora que fiz 50 anos, percebo que meu momento é mais rico que o de antes. Aprendo a ver o grande no pequeno, o todo nas partes, o eterno no instante. Aprendo a viver minhas horas como únicas, não extensas, não enormes. Aprendo que na fragilidade do mínimo segundo mora a intensidade da hora cheia, do tempo que é e passa. Mas é e o é por completo, em sua total sutileza e singularidade. E tenho, então, a ventura de retomar em meu peito os amigos antigos e  ser capaz de revivê-los e a mim mesmo por inteiro, neste frágil lampejo de memória, fugaz como somos, o infinito das horas mergulhado no minuto.

Autor: miguelangeloyalenteperosa

Acabaram com o INSUFICIENTE

Postado em Educação por Sadao Kusaka em 7 Maio 2007

O Jornal do Brasil do dia 06.05.2007 estampa na primeira página a manchete: “Município acaba com reprovação escolar”. O prefeito César Maia, por decreto, acabou com o conceito Insuficiente nas 1.054 escolas do Ensino Fundamental do município. Ao todo, 625.000 alunos vão ser aprovados automaticamente.

A justificativa dada pelo prefeito é que esse é o sistema adotado “nos países onde a educação é máxima prioridade”. Será que o prefeito estudou direito o sistema educacional desses países? Será que a aprovação automática é o único ou principal fator que faz com que os indicadores educacionais nesses países sejam superiores aos nossos?

Triste país em que os problemas, quaisquer que sejam, são resolvidos por decreto. Pronto: acabaram as diferenças individuais e a exclusão social. Todos agora vão receber um diploma que comprova a igualdade de qualificação. Para que as coisas não ficassem desequilibradas, ele acabou também com o outro extremo, ou seja, o conceito Ótimo. Agora, só existe Muito Bom, Bom e Regular.

Na verdade, o que ele fez foi nivelar todos por baixo. O importante são as estatísticas. Aprender… prá que aprender? O que vai acontecer é que todos (ou pelo menos quase todos) os oriundos dessas escolas vão passar a ter o conceito INSUFICIENTE dado pelo mundo real, porque mais cedo ou mais tarde, vão ter que se confrontar com a realidade da vida. E vão ser escorraçados para a marginalidade, porque não tem a preparação necessária.

Uma das funções principais das escolas é preparar o aluno para conseguir enfrentar e sobreviver na vida real. A vida real não é assim, ela te confronta com desafios o tempo todo. Você não é aprovado automaticamente em nenhuma situação. Em todas elas você tem obrigações e tem que fazer por merecer.Nada é alcançado de graça.

O governo, de um modo geral, educa o povo para esperar sentado, não para ir à luta, para se esforçar, para merecer um emprego, uma remuneração ou uma vida justa. Ele educa o povo para esperar que o “grande paivai prover tudo: é bolsa família, bolsa escola, auxílio saúde, auxílio natalidade, auxílio alimentação, auxílio amamentação e assim vai.

Mas eles são espertos. Na verdade, o que estão fazendo é preparar as futuras gerações para continuarem colocando no poder políticos da mesma laia. Estão perpetuando uma classe de eleitores que trocam seus votos por migalhas.

Saber ler

Postado em Educação por Sadao Kusaka em 3 Maio 2007

É muito comum se ouvir que o motivo pelo qual as escolas não conseguem motivar os alunos e evitar a evasão é o fato dos conteúdos dados estarem totalmente desvinculados da realidade da vida. Essa afirmação pode ser analisada sob várias óticas. Uma delas, é saber se as escolas, de fato, ensinam aquilo que precisa ser ensinado, ou seja, aquilo que os alunos precisam saber para serem bem sucedidos (isto também pode ser interpretado sob várias óticas) na vida e nos negócios.

Stephen Downes, em resposta a uma publicação do Guy Kawasaki, publicou em seu blog um texto intitulado: “Coisas que você, realmente, precisa aprender” onde lista 10 coisas que todos deveriam aprender e as escolas ensinar, mas não ensinam.

Não sei se o Downes, ao fazer a lista, hierarquizou os itens de acordo com a sua importância. De qualquer modo, a coisa que ele colocou em segundo lugar como algo que as pessoas deveriam aprender, mas as escolas não ensinam é: Como ler. Vamos fazer um teste: considerando os estudantes universitários em geral, do Brasil, você diria que: a) todos eles sabem, com certeza, como ler; b) a maioria deles sabe, com certeza, como ler; c) uma boa parte deles, com certeza, não sabe como ler. Qual alternativa você escolheria?

Ficou faltando dizer o que Downes entende por saber ler: “com isso eu não quero dizer ‘saber ler e escreverno sentido tradicional, mas ao invés disso, como encarar um texto e entender, de modo profundo, o que está sendo expressado”. E aí, será que todos, ou a maioria dos estudantes universitários brasileiros sabe ler, de acordo com a definição de Downes? Eu fico com a alternativa “c”. Que dizer então, dos alunos do segundo ou primeiro graus?

Sem dúvida, muitas das coisas que as escolas ensinam podem estar desvinculadas da vida real. Mas se os alunos não conseguem nem entender, de modo profundo, o que está sendo ensinado, como esperar que eles consigam entender a relevância ou não desse conteúdo?

Para se saber se um determinado conteúdo tem vinculação com a realidade da vida, é preciso ter uma compreensão mais ampla sobre a finalidade das escolas e que necessidades elas devem atender. A maioria dos alunos e uma grande parte dos pais e professores não tem essa compreensão.

O texto do Stephen Downes pode ser encontrado, traduzido, no site www.webcompetencias.com. Para acessar, é necessário se cadastrar como usuário.

Diploma ou aprender

Postado em Educação por Sadao Kusaka em 1 Maio 2007

Qual é o seu caso? Você freqüenta ou freqüentou a escola para aprender ou para obter o diploma?

Muitos devem estar se perguntando: mas não é a mesma coisa? NÃO.

Um dos problemas da educação, hoje em dia, é que a grande maioria dos alunos vai para as escolas visando passar de ano e conseguir o diploma, não necessariamente, aprender. Se você aprender aquilo que as diversas disciplinas se propõem a ensinar, obter o diploma é mera conseqüência. Agora, se você conseguiu o diploma, não significa, necessariamente, que você aprendeu… pelo menos, no grau desejável.

Todos sabemos que, para conseguir o diploma, na maioria das escolas, não é preciso, necessariamente, se empenhar em aprender. Do ponto de vista do aluno, entrar para uma escola para aprender é muito diferente de entrar para conseguir o diploma. Se o objetivo é conseguir passar e obter o diploma, valem uma série de subterfúgios para se alcançar isso. Principalmente, não estudar, não se dedicar. Agora, se o objetivo é aprender, necessariamente, é preciso comparecer às aulas, cumprir as tarefas, estudar, prestar atenção, se dedicar, etc..

O aluno que conseguiu o diploma tendo como objetivo aprender, provavelmente, será um profissional melhor e com maiores chances de ser bem sucedido na vida, do que aquele que teve como objetivo, simplesmente conseguir o diploma.

Parece uma coisa tão simples e óbvia: escolas existem para ensinar e alunos vão para a escola para aprender. Mas, será que, de fato, é tão simples e óbvio assim?

Começando…

Postado em Geral por Sadao Kusaka em 27 Abril 2007

Foram meses e meses de dúvidas, de questionamentos, de estudos, de buscas, de visitas a blogs, de planejamento para, finalmente, criar coragem, respirar fundo e colocar no ar.

Qual sistema usar?; qual o melhor?; que nome dar?; onde hospedar?; será que vai dar muito trabalho?; será que vou conseguir dar conta das atualizações?; será que vale a pena?; será que vão gostar?; será que vão acessar?; será que vai dar certo?; será, será, será, será…?????

Como tudo na vida, para saber, só tentando…

Nesse percurso o Interney serviu como fonte para muitos esclarecimentos iniciais sobre blogs. Seguindo um link da Karla Lopez no seu Ideários me fez chegar a um texto ótimo (The easiest instructions for how to start a blog), da Penelope Trunk, que me tranqüilizou em relação a um monte de termos que eu não conhecia. Do taijquan.pro, recebi a tradução para o português do Wordpress 2.1.3. No wordpress.org, baixei o programa e encontrei informações essenciais sobre o Wordpress, sendo que muitas delas ainda estou estudando, tentando entender melhor e que pretendo implementar.

Finalmente, nessa busca, conheci muitos blogs legais que, aos poucos vou estar linkando no Cotidiano.

Faltou mencionar de onde partiu o incentivo inicial para criar o blog. Surgiu das muitas leituras (e tradução de alguns) de textos, principalmente do George Siemens e do Stephen Downes , que sempre enfatizam muito a força das redes de comunicação e dos mecanismos que viabilizam a sua existência. O desejo de participar dessa grande rede começou a aumentar. Sobre o Siemens e o Downes, por enquanto, basta esta referência, pois ainda vão ser muito citados.

Caso alguém esteja pensando em iniciar um blog, seguir o mesmo caminho talvez sirva de alguma ajuda.